PSDB e PSB perdem governos estaduais, e PCdoB e Pros aparecem

27/10/2014

O resultado das urnas para os governos dos estados nestas eleições fez surgir uma nova divisão de forças entre os partidos políticos. No pleito de 2010, o PSDB havia sido a legenda que mais elegera governadores, com um total de oito. Neste ano, porém, os tucanos perderam espaço e quem levou a melhor foi o PMDB, com a eleição de sete novos chefes para os Executivos estaduais.

Nos dois turnos, o PMDB elegeu Jackson Barreto, em Sergipe; Renan Filho, em Alagoas; José Ivo Sartori, no Rio Grande do Sul; Paulo Hartung, no Espírito Santo; e Marcelo Miranda, no Tocantins. E reelegeu Luiz Fernando Pezão, no Rio de Janeiro; e Confúcio Moura, em Rondônia — sete ao todo.

O PSDB aparece na segunda posição no novo mapa da divisão dos estados. Serão cinco os governadores tucanos: Reinaldo Azambuja, eleito em Mato Grosso do Sul; Marconi Perillo, em Goiás e Simão Jatene, no Pará; além de Beto Richa e Geraldo Alckmin, reeleitos para os governos do Paraná e de São Paulo — cinco ao todo. 

O PT, por sua vez, manteve o número de governadores eleitos — cinco no total. Foram eleitos Fernando Pimentel, em Minas Gerais; Rui Costa, na Bahia; Camilo Santana, no Ceará; e Wellington Dias, no Piauí. E reelegeu Tião Viana, no Acre. A maior vitória foi em Minas Gerais, estado onde governou o candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), mas onde a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) acabou angariando mais votos. A maior derrota foi no Rio Grande do Sul, onde o partido não conseguiu reeleger Tarso Genro, que perdeu para José Ivo Sartori, do PMDB. Os gaúchos também preferiram Aécio a Dilma. O estado jamais reelegeu um governador.

O PSB também perdeu espaço em relação ao pleito de 2010, quando havia conseguido seis estados. A partir de 2015, o partido comandará Pernambuco, com Paulo Câmara; Distrito Federal, com Rodrigo Rollemberg; e Paraíba, com Ricardo Coutinho, este último reeleito.

A mais recente divisão dos governos estaduais tem partidos diferentes. É o caso do PDT, que em 2010 não elegeu nenhum governador, mas nessas eleições conseguiu emplacar Pedro Taques, em Mato Grosso; e Waldez Góes, no Amapá.

O PSD foi outro que conseguiu marcar presença ao eleger Raimundo Colombo, em Santa Catarina; e Robson Faria, no Rio Grande do Sul.

Com um governador eleito cada um, PC do B e o Pros também conseguiram entrar. O primeiro elegeu Flávio Dino, no Maranhão, e o segundo emplacou José Melo, no Amazonas.

Rio Grande do Sul e Distrito Federal registraram as viradas mais marcantes. No primeiro, José Ivo Sartori (PMDB) começou a campanha com apenas 4% das intenções de votos, segundo pesquisas, e acabou com 61,21% dos votos no segundo turno, contra 38,79% de Tarso Genro (PT), a vitória por maior margem no segundo turno. Na capital federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), também considerado "zebra", contou com fatores "extracampo": a morte do candidato à Presidência da República pelo PSB Eduardo Campos, que sensibilizou os eleitores, e a cassação da candidatura do favorito nas pesquisas, José Roberto Arruda (PR), por decisão judicial. Arruda foi considerado inelegível devido aos critérios da Lei da Ficha Limpa, que proíbe que condenados por um tribunal concorram.

Fonte: ConJur