Judiciário não tem que ser via de acesso à saúde, diz conselheira do CNJ

04/08/2025

Integrante do Conselho Nacional de Justiça e supervisora do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fonajus),Daiane Nogueira de Lira (https://www.conjur.com.br/pesquisa/?q=Daiane+Nogueira+de+Lira)Daiane Nogueira de Liradefende que a busca por mecanismos de resoluções de conflitos alternativos seja mais estimulada. Ela argumenta que, quando o assunto é saúde, além de solucionar a desavença, a mediação garante que o consumidor tenha acesso mais rápido ao serviço que necessita.

 

Para Daiane de Lira, conflitos na área da saúde devem buscar mediação

 

“Será que a via natural para a gente resolver o acesso à saúde, tanto na saúde pública quanto na saúde privada, tem que ser o Judiciário? Eu acredito que não. A gente precisa, por meio de mecanismos de mediação, fortalecer as políticas públicas, colocar os consumidores e os planos de saúde para dialogarem e encontrar a solução e o Judiciário ser aquelaultima ratio”, disse em conversa durante oXIII Fórum de Lisboa (https://www.forumdelisboa.com/)XIII Fórum de Lisboa, promovido neste mês na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL).

 

“Por que a mediação? Na mediação a gente não resolve só o conflito, a gente dá garantia ao direito à saúde de forma célere, com menos custos, tanto para o plano de saúde quanto para o próprio consumidor, porque não necessariamente ele vai precisar de atuação por meio de advogado ou defensoria pública.”

 

A conselheira falou sobre o assunto em entrevista à série Grandes Temas, Grandes Nomes do Direito, em que a revista eletrônicaConsultor Jurídicoouve alguns dos nomes mais importantes do Direito e do empresariado sobre as questões mais relevantes da atualidade.

 

Lira lembrou que o CNJ tem incentivado a mediação como principal via para demandas do tipo desde novembro de 2023, com a aprovação daResolução 530/2023 (https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/5330)Resolução 530/2023. O texto instituiu a Política Judiciária de Resolução Adequada das Demandas de Assistência à Saúde.

 

“O que a gente tem buscado fortalecer em todo o poder Judiciário? A atuação dos Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas relacionadas à saúde (Cejuscs-Saúde), para que todo o Judiciário tenha um Cejusc que atue especificamente nessa parte dos planos de saúde”, explicou.

 

Segundolevantamento exclusivo (https://www.conjur.com.br/2025-jun-26/bancos-lideram-com-folga-lista-de-principais-reus-em-acoes-consumeristas)levantamento exclusivofeito pela plataforma de inteligência jurídicaJusbrasil (https://www.jusbrasil.com.br/)Jusbrasila pedido daConjur, o setor de planos de saúde foi o oitavo maior réu em ações consumeristas entre janeiro de 2023 e maio de 2025 nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia.

 

Cliqueaqui (https://www.youtube.com/watch?v=zh1sRUeNdcA)aquipara ver a entrevista ou assista abaixo:

Fonte: Conjur