Plano de saúde não cobrirá tratamento de obesidade mórbida em clínica

26/05/2025

A Subseção II Especializada em Dissídios Individuais doTribunal Superior do Trabalho (https://www.conjur.com.br/pesquisa/?q=Tribunal+Superior+do+Trabalho)Tribunal Superior do Trabalhomanteve decisão que negou a uma beneficiária o direito de realizar tratamento paraobesidade mórbida (https://www.cuf.pt/saude-a-z/obesidade-morbida)obesidade mórbidaem uma clínica particular de sua escolha.

 

TST manteve decisão que negou tratamento para obesidade em uma clínica particular

 

O colegiado concluiu que, embora a condição médica seja grave e reconhecida como doença crônica, não houve comprovação de direito líquido e certo ao tratamento em instituição específica, especialmente diante da existência de rede credenciada apta ao atendimento.

 

A paciente, diagnosticada com obesidade grau 3 associada a comorbidades como ansiedade e compulsão alimentar, buscava, por meio de mandado de segurança, a autorização para custeio integral de um programa intensivo em clínica privada, estimado em R$ 144 mil.

 

Embora o TST reconheça que a obesidade mórbida exige cobertura assistencial, a relatora, ministra Liana Chaib, destacou que o plano já disponibiliza profissionais e instituições especializadas e que não havia impedimento de locomoção por parte da beneficiária, jovem de 25 anos. Para a ministra, a concessão da tutela de urgência — que havia sido deferida em instância anterior — não se justificava.

 

Segundo ela, o risco de dano irreparável não estava caracterizado, tampouco havia prova de que o tratamento pretendido fosse essencial ou insubstituível. “A existência de corpo clínico capacitado no plano de saúde afasta a alegação de urgência e exclusividade”, afirmou.

 

A ministra destacou que essa decisão se diferencia de outros casos analisados pela própria SDI-2 em que o tratamento foi autorizado em clínicas indicadas pelos reclamantes.

 

A relatora ponderou que as peculiaridades do caso concreto impediam a concessão do direito, especialmente pela ausência de critérios objetivos que indicassem a insuficiência da rede credenciada.

 

Com isso, foi negado provimento ao recurso da paciente, mantendo-se o entendimento de que não houve violação a direito líquido e certo da paciente.

 

A decisão foi unânime.Com informações da assessoria de imprensa do TST.

Fonte: Conjur