Tribunal sergipano passa a destruir armas sob custódia da Justiça

10/04/2018

Empenhado em intensificar os esforços para a retirada de armas dos fóruns do Estado, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) conseguiu autorização inédita do Exército Brasileiro para realizar a inutilização das armas apreendidas e que estão sob sua responsabilidade.   

      “Desta forma, a custódia temporária dessas armas pode se dar com mais segurança. Encaminhamos esse material rotineiramente para a destruição”, afirma o delegado Flávio Albuquerque, diretor de Segurança do TJSE.    

       As armas encaminhadas para inutilização são aquelas consideradas desnecessárias, pelos juízes, para a continuidade e instrução dos processos judiciais.  O 28º Batalhão de Caçadores , conhecido como ‘Batalhão Campo Grande’, unidade do Exército em Aracaju, capital do Estado, não recebe armas para destruição, o que obriga o tribunal local a encaminha-las à Bahia.

      Com a permissão dada ao Judiciário sergipano, o fórum  adquiriu uma prensa hidráulica motorizada, com capacidade de força de trinta toneladas, que previamente inutiliza todos os tipos de armamentos. “Essa medida vai reduzir o risco da guarda das armas e, especialmente, do transporte”, avalia Flávio Albuquerque.  

      A medida garante a segurança tanto dos servidores quanto das pessoas que frequentam as unidades judiciárias, já que manter o armamento nos fóruns coloca em risco a integridade pessoal nos prédios. 

    “Com essa rotina, aumentamos nossa segurança institucional, de forma que não temos mais a custódia de armas em nossas dependências”, ressaltou.  O 11º Anuário de Segurança Pública, estudo produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e lançado em outro do ano passado, revelou que, em números absolutos, Sergipe foi considerada a unidade da Federação com a maior taxa de mortes violentas — 64  por  100 mil habitantes. Em 2016, o Estado registrou 1.449 ocorrências deste tipo de crime, número 11,5% maior do que o registrado no ano anterior.

Fonte: Thaís Cieglinski