09/03/2010 
Por Ideal News
Plástico: incentivos sem efeito

O decreto estadual que reduziu de 17% para 12% o ICMS sobre operações com sacolas, copos e insumos plásticos para a indústria de brinquedos praticamente não terá efeito sobre o setor e nem sobre a arrecadação do Estado. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no RS (Sinplast), Alfredo Schmitt, a produção destes itens no Rio Grande do Sul é residual. Ele define a medida como um "estímulo ao elo faltante", ou seja, um incentivo para que a indústria gaúcha do setor "se mova neste sentido". No caso das sacolas, Schmitt afirma que, embora o Rio Grande do Sul responda por cerca de 8% do consumo total de 1,5 bilhão de unidades/ano do país, a produção é pequena e nenhuma das grandes redes supermercadistas, por exemplo, compra o produto de fabricantes locais. Em relação aos copos, a produção gaúcha é inexpressiva. "Nem dá para chamar de residual", afirma ele. Também há poucas indústrias de brinquedos no Estado.

Formação de APL

Schmitt afirma que o setor negocia com os governos estadual e federal iniciativas que estimulem a indústria de transformação plástica. No Rio Grande do Sul, as entidades setoriais e o Sebrae/RS preparam um programa nesse sentido, inclusive com reunião marcada para terça-feira. Em nível federal, há tratativas para incluir o Estado no programa de Arranjos Produtivos Locais (APLs).

Lógica econômica

O presidente do Sinplast considera inevitável uma política federal de incentivo à terceira geração, na esteira dos investimentos públicos feitos na consolidação do setor petroquímico. "Somos nós (indústria plástica) os verdadeiros vendedores da segunda geração (fabricantes de resinas)", argumenta Schmitt, que, na semana passada, enviou um ofício ao BNDES, pedindo atenção ao setor.

Fonte: Correio do Povo/RS