O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar), Renato Cunha, estará hoje em Brasília para assinar, juntamente com representantes de 150 empresas do setor sucroalcooleiro, o termo de Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar. O objetivo do acordo é certificar as empresas que produzem álcool e superar barreiras impostas em mercados como o europeu por razões humanitárias e trabalhistas, conforme propôs o presidente Lula no último dia 15, na sede da Organização Internacional do Trabalho (OTI), em Genebra, na Suíça. Segundo Cunha, o protocolo servirá como pacto de certificação de boas práticas de fabricação do insumo para o mercado internacional de etanol. “O acordo é complementar aos termos que vigoram nos estados no âmbito do Ministério do Trabalho. O objetivo do termo é a não precarização do trabalho, bem como o aperfeiçoamento das condições de trabalho. O acordo entre os trabalhadores e as usinas é o primeiro passo para melhorar a imagem do etanol, produzido no Brasil, no exterior. Estarei em Brasília representando 14 empresas pernambucanas do setor”. Das 150 empresas que assinam o acordo hoje 70 são de São Paulo, 30 de Minas Gerais, 23 de Goiás, 25 do Paraná, 14 de Pernambuco e 10 de Alagoas. Entre os 18 critérios estabelecidos pelo acordo está o compromisso dos usineiros de não mais contratar os cortadores de cana de forma terceirizada, oferecer salários compatíveis, equipamentos de proteção e alimentação adequada. O Brasil vem sendo atacado pelas questões sociais envolvidas na produção da cana. ONGs e governos europeus alertaram que só aceitariam a importação de etanol que viesse de trabalho em conformidade com a legislação. Fonte: Folha de Pernambuco |