Juíza do "#AglomeraBrasil" critica metas de produtividade do CNJ

08/04/2021

A juíza de Unaí/MG, Ludmila Lins Grilo, que ganhou holofotes após incentivar aglomerações com a hashtag "#AglomeraBrasil" e ensinar como burlar o uso da máscara, envolveu-se em mais uma polêmica. Agora, a magistrada criticou as metas de produtividade do CNJ.

Em vídeo que circula nas redes sociais, Ludmila afirma que "o CNJ estabelece metas e impõe aquilo ali coercitivamente a todos os juízes do Brasil", obrigando, segundo ela, que determinados processos sejam privilegiados.

"Viola completamente a nossa independência funcional."

A juíza diz ainda que "existe uma verdadeira tomada de posse do país por meio do aparelhamento do Poder Judiciário".
Metas do CNJ

Entre as metas de 2021 estão: julgar processos mais antigos; priorizar o julgamento dos processos relativos aos crimes contra a Administração Pública, à improbidade administrativa e aos ilícitos eleitorais; priorizar o julgamento das ações coletivas; e priorizar o julgamento dos processos relacionados ao feminicídio e à violência doméstica e familiar contra as mulheres.

Polêmicas - Relembre

No início de janeiro, o advogado José Belga Assis Trad apresentou reclamação no CNJ para apuração de eventual prática de infração ético disciplinar por parte da magistrada. O causídico alegou que a juíza defende, para mais de 130 mil seguidores no Twitter, "a aglomeração de pessoas nas praias e festas do litoral brasileiro".

Na virada do ano, Ludmila divulgou um vídeo de fogos de artifício vistos de uma praia com os dizeres "Feliz Ano Novo!", seguido pela hashtag #AglomeraBrasil.

Fonte: Migalhas - Por Redação do Migalhas