MPF diz que Palocci era porta-voz do governo de propinas de Belo Monte

09/03/2018

O procurador da República Athayde Ribeiro Costa afirmou que Antonio Palocci foi porta-voz do governo para direcionar os pedidos de propina durante a construção da Usina de Belo Monte.

Segundo o MPF, MDB e PT são os partidos envolvidos no esquema. 

Em virtude dessa ajuda, que na verdade constituiu uma fraude ao leilão, Delfim Netto foi angariado com direcionamento das vantagens indevidas que Palocci havia pedido ao PT e ao MDB. 

O MPF também informou que a investigação sobre o MDB e o PT correm no STF (Supremo Tribunal Federal) e na PGR (Procuradoria-Geral da República).

O R7 ainda não conseguiu localizar a defesa de Palocci.  

Outro lado

O MDB afirma que não recebeu propina. Leia a nota do partido:

"O MDB não recebeu proprina nem recursos desviados no Consórcio Norte Energia. Lamenta que uma pessoa da importância do ex-deputado Delfim Neto esteja indevidamente citado no processo. Assim, como em outras investigações, o MDB acredita que a verdade aparecerá no final".

A assessoria de imprensa do PT afirma que as acusações "não têm o menor fundamento". 

"As acusações dos procuradores da Lava Jato ao PT, na investigação sobre a usina de Belo Monte, não têm o menor fundamento. Na medida em que se aproximam as eleições, eles tentam criminalizar o partido, usando a palavra de delatores que buscam benefícios penais e financeiros"

Operação Buona Fortuna

A operação Buona Fortuna foi deflagrada pela PF nesta sexta-feira (9). A ação investiga o pagamento de propina de empreiteiras interessadas em participar do consórcio Norte Energia, responsável pela construção da Usina de Belo Monte.

Segundo as investigações, houve pagamento de propina para o MDB e o PT e para o ex-ministro Delfim Netto. A PF cumpriu 10 mandados de busca e apreensão, seis em São Paulo e quatro em Curitiba.

O ex-ministro Delfim Netto é o principal alvo da operação. As investigações apontam que ele recebeu R$ 15 milhões, mas apenas R$ 4 milhões foram localizados.

O procurador esclarece que Delfim Netto teria recebido a propina no período de 2012 a 2015. Os R$ 4 milhões rastreados pelas investigações foram bloqueados pela Justiça.

Fonte: R7