Bancas implementam controladoria jurídica para melhorar gestão de processos

19/02/2016

Mudanças de entendimento, aprimoramentos de sistemas, novidades em termos processuais e necessidade de consistência de informações cumulada com segurança no cumprimento das demandas (contenciosas e consultivas) trouxeram para os escritórios de advocacia o departamento de controladoria jurídica.

“Se na década de 90, o setor — conhecido como paralegal — simplesmente apoiava os demais departamentos técnicos com serviços considerados mecânicos, como a extração de cópias, realização de protocolos e controle de documentos, hoje o departamento ganhou uma nova especialidade pautada no controle de informações, aumento da efetividade do departamento jurídico e apresentação de indicadores de desempenho da equipe”, relata a advogada Marcella Marinho Vicentini Bordignon, responsável pela controladoria jurídica do Andersen Ballão Advocacia.

Segundo a advogada especializada em gestão empresarial, além de ser responsável pelo controle de processos e indicadores de desempenho, a área também atua na gestão de carteira e auxílio às boas práticas de compliance. “Observou-se que era necessário acrescentar aos setores de apoio uma gestão mais ampla de informações e especializar a gestão de carteira e análise de produtividade.”

No que diz respeito ao controle de processos, o setor acompanha desde novas demandas e prazos processuais até a elaboração de guias de preparo, conferência e controle de audiências, protocolos de petições, entre outras atividades. De acordo com Marcella, esse controle permite uma análise mais detalhada de casos específicos, além de garantir mais segurança aos trâmites de cada processo, uma vez que possibilita uma auditoria entre as equipes de trabalho.

Ainda por meio do controle, é possível obter informações quantitativas e qualitativas sobre o cumprimento de prazos e decisões favoráveis. A produtividade da equipe e o comportamento da carteira de processos da banca também podem ser observados com mais profundidade. “Tudo isso traz ao escritório mais transparência no cumprimento das regras decompliance, além de potencializar a aplicação de princípios éticos por parte da instituição e auxiliar a emissão de relatórios de auditoria para seus clientes”, aponta a advogada do Andersen Ballão Advocacia.

Fonte: Conjur