Desembargador do TRF-1 zerou acervo de 41 mil processos só com planilhas de Excel
O desembargadorEduardo Morais da Rocha,do Tribunal Regional Federal da 1ª Região,conseguiu (https://www.oab.org.br/noticia/62817/trinta-mil-processos-em-dois-anos-desembargador-eduardo-morais-explica-recorde-de-julgamentos-no-trf1)conseguiuzerar um acervo de mais de 41 mil processos sem necessidade de incremento de pessoal ou uso de inteligência artificial. O resultado, alcançado em menos de três anos, foi resultado de uma estratégia eficiente de gestão e três planilhas de Excel.
O magistrado é um dos concorrentes aoPrêmio Innovare 2025 (https://www.conjur.com.br/2025-mar-25/premio-innovare-lanca-22a-edicao-em-evento-no-stj/)Prêmio Innovare 2025, premiação que identifica as melhores práticas para aprimorar a Justiça no país.
Desembargador conseguiu zerar acervo de 41 mil processos
Quando assumiu o posto, Morais da Rocha decidiu paralisar o gabinete por dois meses para que ele e sua equipe tivessem oportunidade de classificar cada um dos processos do acervo.
A metodologia “Gabinete Zero” criada pelo magistrado foi reconhecida e elogiada pelo Conselho Federal da OAB e Conselho Nacional de Justiça e já vem sendo replicada por outros magistrados e em outros tribunais.
A maioria dos processos do gabinete de Morais da Rocha é de natureza previdenciária e litígios envolvendo servidores públicos e militares.“No início, fizemos várias habilitações de herdeiros, porque o beneficiário já havia falecido quando o processo foi, finalmente, julgado”, afirmou o desembargador em entrevista ao portal do CNJ.
A metodologia agrega uma tabela de triagem, uma de classificação e outra de pautas para os julgamentos colegiados. A partir desse organograma, o magistrado zerou o acervo do gabinete em dois anos e meio. O número de decisões revogadas representou meio por cento dos processos julgados pelo gabinete de Morais da Rocha em 2024.