Compra de empresas brasileiras por estrangeiros atinge recorde

14/01/2016

Segundo pesquisa realizada pela KPMG no Brasil, as 296 transações do tipo CB1 (empresa estrangeiras adquirindo nacionais) e as 66 do tipo CB2 (empresas brasileiras comprando estrangeiras fora do Brasil), foram os destaques do ano de 2015 e atingiram seus recordes históricos. Em comparação com o ano passado, as operações CB1 registraram um aumento de 2% e o CB2 de 50%.

“O atual cenário econômico e a consequente desvalorização do Real perante as principais moedas estrangeiras podem ter acelerado a entrada e expansão das empresas internacionais no Brasil devido à redução do valor das empresas locais (principalmente em moeda estrangeira), apesar da piora das expectativas de crescimento e do aumento do risco Brasil”, pondera o sócio da KPMG, Luis Motta.   “Por outro lado, parte das empresas brasileiras buscou expandir seus negócios em países em que percebem uma perspectiva econômica melhor e um risco menor, ainda que em alguns casos pagando um preço maior decorrente da perda de poder aquisitivo do Real”, completa o executivo.   Recuo no resultado total   Em 2015 foram concluídas 773 transações, o que corresponde ao resultado mais baixo desde 2010, quando foram concretizadas 726 operações. Na comparação com 2014, quando houve 818 negociações, o recuo foi de 5,5%.   “Este resultado reflete uma queda importante no número de transações, decorrente do menor apetite e capacidade financeira das empresas brasileiras de expandir seus negócios por meio de aquisições. A questão atual é o que esperar para os próximos meses uma vez que a redução do número de transações foi impactada, principalmente, pelos números observados no segundo semestre de 2015”, finaliza Motta. De acordo com a pesquisa, foram 269 transações domésticas em 2015, contra 331 do ano anterior.   Setores de destaque   Dentre os 43 setores da economia analisados na pesquisa, os que apresentaram maior número de transações fora Tecnologia da Informação (121 transações), Empresas de Internet (70 transações) e Alimentos, Bebidas e Tabaco (65 transações).
Fonte: UOL